O Luxo no Brasil

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luxo-brasil1De um carro a uma bolsa; de uma joia a um perfume; de um terno a uma hospedagem, o acesso ao luxo passa por uma questão de preço. Requinte, singularidade,
qualidade, prazer e satisfação têm seu custo. O que hoje se questiona, isso sim, é o luxo “vazio”, calcado apenas na ostentação e no simples fato de “pagar caro” – e nada mais.

Assim, exige-se que as marcas entreguem “conteúdo, além do produto. O atendimento a esse consumidor deve ser diferenciado, pois ele busca um tratamento especial e reconhecimento”, diz a “Pesquisa: o mercado de luxo no Brasil”, disponibilizada pela revista Catarina. O crescimento desse público consumidor está no cerne do interesse das marcas de luxo pelo Brasil. Segundo estimativas da empresa Euromonitor International, até 2020, o segmento da população brasileira com renda bruta anual acima de US$ 150 mil crescerá 46,3%, alcançando 1,4 milhão de pessoas, o que levará o mercado de luxo, hoje estimado em R$ 22 bilhões, a um crescimento significativo: entre 16 a 22%, segundo consultorias.

O destaque vai para o eixo Rio-São Paulo. Os dado atualizados até 2012 apontam para a existência de 2,2 milhões de famílias com renda mensal a partir de
R$ 25 mil, e o Sudeste concentra 140 mil delas que possuem renda mensal acima de R$ 150 mil. Entretanto, também há expansão para Manaus e o Nordeste, e sobretudo Brasília desponta como mais um importante mercado.

A história brasileira com o mercado de luxo, porém, não é nova: remonta pelo menos ao final dos anos 50, evoluindo do conceito de butiques para um público fechado até o de lojas de departamentos multimarcas. Agora, porém, surge a tendência de as grifes assumirem o comando de suas operações. Assim foi que, em 2008, em plena crise financeira mundial, 20 marcas de luxo inauguraram operações no Brasil. A tendência prosseguiu com um “boom” de etiquetas estrangeiras em 2010. Nomes como Prada, Dior, Cartier, Hublot, Lacoste, Richemont, Gucci, Hermès e Audi ganharam ou reforçaram filiais nacionais.

Em 2013, veio uma desaceleração, reflexo da baixa performance econômica brasileira. Mesmo assim, o mercado de luxo teve um desempenho acima do geral, com uma estimativa de alta entre 10 e 12%.