O Luxo Contemporâneo

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Para alguns luxo é ter tempo para desfrutar a vida com a família, ter a companhia dos amigos, poder viajar para destinos inusitados, ter diferentes experiências gastronômicas.

Esplendor, distinção social, satisfação individual, estilo de vida, aspirações e sonhos. Todos esses conceitos se encontram quando falamos de luxo – mas qual deles traduz o sentimento contemporâneo?

Em 2010, a Análise, Pesquisa e Planejamento de Mercado divulgou uma sondagem com 100 paulistanos de 20 a 28 anos e de 30 a 50 anos com renda acima de 10 salários mínimos que perguntou: “o que é luxo para você?”.

O resultado: cada participante fez menção ao seu luxo pessoal, variando de comprar um determinado cosmético, até uma viagem especial ao exterior. Mesmo assim, percebem-se duas vertentes. Uma delas relaciona o luxo a gastos e custos altos. Outra, ao estilo de vida, às atitudes e escolhas. Em ambos os casos, luxo é poder fazer o que se quer e ter acesso ao que se deseja.

No entanto, a ideia de luxo tão-somente como coisa cara e, principalmente, ostentação vem de um conceito mais antigo: a obrigação social de se cercar de coisas caras e belas como símbolo de superioridade, como faziam os soberanos de antes, de acordo com o fi lósofo Gilles Lipovetsky.

Hoje, o luxo encontra sua face intimista. Relaciona-se a um prazer individual, de saber-se diferente, centrado mais nas sensações que na aparência: é o fazer o que quer e ter acesso ao que se deseja, como apontado pela pesquisa, mas que pode se traduzir na simplicidade: dormir bem, assegurar o futuro para um fi lho formado, amar e ser amado.

Nos dias atuais, o luxo continua a ser algo raro e belo e uma marca de distinção e exclusividade – mas que se revela na possibilidade de vivenciar o prazer, a satisfação
e a realização pessoais, com a garantia de se desfrutar algo bem-realizado, bem-feito, singular, produzido e disponibilizado com qualidade e excelência.